terça-feira, 4 de setembro de 2012

Não há dúvida

Não há dúvida que este foi o melhor cartaz de sempre da Festa do Avante!


E este ano é a
7, 8 e 9 de Setembro
Atalaia | Amora | Seixal

Entrada Permanente 21€
(até dia 6 de Setembro)

domingo, 2 de setembro de 2012

Agora que já começaram os Jogos Paralímpicos

Recordo um artigo de 09 de Agosto de 2012, sobre os Jogos Olímpicos.

Pequim – Londres – Rio

Em 2008, enquanto decorriam os Jogos Olímpicos de Pequim, num artigo – «As medalhas» – publicado no Avante! chamava-se a atenção para a crucificação pública dos atletas portugueses pelos «fracos» resultados desportivos. Voltar ao tema tornou-se quase obrigatório.

Quer porque os resultados dos 77 atletas lusos nos JO de Londres não só mantêm o mesmo registo de então, como até se corre o risco de regressar sem qualquer medalha ao peito. Mas também porque nos principais media não há dia que passe sem que essa ausência seja assinalada.

Na verdade, os JO, com a sua dimensão universal e cada vez maior força mediática, trazem para a ribalta uma realidade quase clandestina. De repente, ouve-se falar de atletismo, ginástica, natação, alterofilismo, ténis de mesa e de um sem número de modalidades colectivas, que não apenas o futebol profissional. O País é sacudido com horas de imagens incrivelmente belas, onde atletas de todas as nações competem entre si. E havendo um natural questionamento sobre os «êxitos» e «fracassos» nacionais, em regra, as razões de fundo são ocultadas.

Daqui por quatro anos chegarão os JO do Rio de Janeiro. Até lá, se for por diante tudo quanto o Governo PSD/CDS tem em concretização, o filme a que a temos assistido tenderá a agravar-se. A base de massas de prática desportiva inspirada em Abril está em destruição; o número de atletas federados diminui; a construção e o investimento em equipamentos desportivos praticamente parou; a educação física está a ser retirada dos currículos escolares; o movimento associativo popular está em estrangulamento financeiro; agrava-se as situações de salários em atraso, de extinção de modalidades e de clubes em falência técnica; e até o número de equipas de futebol profissional está em recuo – só este ano saíram mais de 60 clubes das competições nacionais; etc. A prática desportiva é cada vez menos um direito e cada vez mais um serviço que se paga.

Poderá até aparecer esta ou aquela medalha no futuro, mas a verdade é que os tempos de retrocesso e declínio que estão a ser impostos ao País, a não serem urgentemente invertidos, não deixarão de continuar a expressar um retrato de um povo a quem estão a roubar direitos, a quem estão a roubar o futuro.


Vasco Cardoso
Jornal Avante!, n.º 2019 , 9 de Agosto de 2012

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Romeu e Julieta



Não é preciso dizer que este blog anda tão abandonado como os pobres animais com donos cruéis que os deixam para trás para ir gozar as benditas férias. Não é o meu caso em qualquer secção da frase anterior, com exceção feita ao óbvio abandono a que este espaço anda submetido. E por isso, aqui fica um post que devia ter sido escrito há quase um mês atrás.

Quando vamos ver uma representação do Romeu e Julieta, a famosa história de William Shakespeare, é como quando vamos ver o Titanic – sabemos o final da história. Sabemos que a embarcação vai ao fundo, rasgada por um gigante diamante de gelo, da mesma forma que sabemos que o casal mais famoso de sempre morre no fim. A expectativa aqui, pode ser, como é que se cozinha o percurso para lá chegar.

No dia 4 de Agosto fui à Quinta da Regaleira ver mais uma interpretação da conhecida história, pela Byfurcação - Associação Cultural. E, para começar, sabemos que o cenário não poderá ser mau. A Quinta da Regaleira torna-se, de forma sublime, mais uma personagem da história, e a maneira como nos envolve começa logo a somar pontos para o espetáculo.

Como a peça ainda está em exibição (de quinta a domingo, às 22 horas), não quero desvendar tudo. Vale muito a pena ver, a forma clássica como atores se desdobram em personagens, ou o facto da única mulher que vemos ser, efetivamente, a Julieta, e todas as outras personagens femininas serem interpretadas por homens, sem exageros de guarda-roupa ou transformismos. Ou o facto de não haver uma Julieta, mas duas, que nunca se chegam a colar nem a descolar totalmente (para quem já viu, a cena do quase beijo com o outro totó não é magnífica?).

Sim, sabemos o final, mas a história, e principalmente esta interpretação, não deixa de nos arrancar gargalhadas, suspiros, respirações sustidas.

Gostei muito, como já terão percebido. O bilhete custa apenas 15 euros, e se quiserem incluir jantar servido na quinta fica por 25 (com possibilidade de escolherem prato de carne, peixe ou vegetariano).

Em cena até 28 de Outubro, têm, tempo de não deixar escapar esta oportunidade. Ah, e não façam como eu! Lembrem-se de levar um agasalho que Sintra à noite não é o sítio mais quente do mundo.

Mais informações aqui.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Fizz Limão

Ouvi esta música ontem na rádio. É inevitável pensar que o Miguel Araújo fez uma espécie de hino para a Caderneta de Cromos do Nuno Markl, mas a música até está bastante engraçada.

E se a música parece derrotista ao dizer «Sem fé no futuro, rumo ao passado, a cantar», redime-se com «O povo não desespera, a gente sabe que ainda há solução / Porque o fizz limão, ai o fizz limão, há-de voltar».
Na verdade, viver a pensar no passado não nos leva a lado nenhum. Saudosismos e “ai, tão bom que era” só nos adormece das nossas obrigações para com o presente. E porque para a frente é que é o caminho, podemos então dizer, como o Miguel Araújo, que «Se o Chuck Norris ainda fosse o rei do Texas / E derrubasse muro entre nós e o amanhã», não para voltarmos para trás mas para não deixarmos que o futuro nos limite.

Ou então é só uma música sobre os anos 70/80 e não vale a pena estar com tantas teorias.
Bom, ide ouvi-la.

sábado, 18 de agosto de 2012

I Didn't Know I Was Looking For Love



I was alone thinking I was just fine
I wasn't looking for anyone to be mine
I thought love was just a fabrication
A train that wouldn't stop at my station
Home, alone, that was my consignment
Solitary confinement
So when we met I was skirting around you
I didn't know I was looking for love
Until I found you

I didn't know I was looking for love
Until I found you, honey
I didn't know I was looking for love
Until I found you, baby
Didn't know I was looking for love
Didn't know I was looking for love

Cause there you stood and I would
Oh I wonder could I say how I felt
And not be misunderstood
A thousand stars came into my system
I never knew how much I had missed them
Slap on the map of my heart you landed
I was coy but you made me candid
And now the planets circle around you
I didn't know I was looking for love
Until I found you

I didn't know I was looking for love
Until I found you, baby
I didn't know I was looking for love
Until I found you, baby
Didn't know I was looking for love
Didn't know I was looking for love

So we built from here with love the foundation
In a world of tears, one consolation
Now you're here, there's a full brass band
Playing in me like a wonderland
And if you left I would be two-foot small
And every tear would be a waterfall
Soundless, boundless, I surround you
I didn't know I was looking for love
Until I found you

I just didn't know

I didn't know I was looking for love
Until I found you
I didn't know I was looking for love (I just didn't know)
Until I found you
I didn't know I was looking for love (Oh, I just didn't know)
Didn't know I was looking for love
Until I found you, baby
I didn't know I was looking for love
Until I found you
I didn't know I was looking for love
Until I found you, baby
Didn't know I was looking for love
Didn't know I was looking for love
Until I found you, baby

I didn't know I was looking for love
Until I found you
I didn't know I was looking for love
Until I found you
Didn't know I was looking for love
Didn't know I was looking for love
Until I found you
I didn't know I was looking for love
Until I found you...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Parvoeira à volta dos olímpicos

Tanto se tem dito sobre estes jogos de Londres, casos, escândalos, medalhas que não chegam para uns, medalhas em catapulta para outros.

Depois há os descompensados, que se lembram de dizer parvoíces sobre o tema. Como este senhor, que se lembrou de que o problema dos jogos olímpicos é tornar as mulheres mais homens, e que claramente praticar desporto não é aquilo para que foram criadas, e que os jogos só servem para acabar com a sua feminilidade.

E depois há aqueles que lhe respondem:


Enfim, afirmações parvas merecem respostas parvas.
=S

quarta-feira, 25 de julho de 2012

The amazing Spider-Man


Se há coisa que defendo, é que o Homem-Aranha é mesmo amazing! Mas a verdade é que há meses que ando a dizer que não iria ver este filme. A história inicial do Homem-Aranha já estava feita, então que raio de ideia era esta? Pais?! E sem Mary Jane?! Não me convencia...

Mas claro que a curiosidade foi mais forte, e devo dizer que essa foi mesmo a única coisa que não gostei neste filme - uma liberdade poética em relação à verdadeira história do herói da Marvel que retira alguns elementos míticos e preciosos à história. E onde estava o Uncle Ben a dizer with great power comes great responsibility?Não estava. Nem o Parker lutador de wrestling.

Enfim, o filme está bem feito. Excelentes efeitos visuais, pronto, admito, uma história bem pensada e coerente (mas sem Mary Jane, reitero). O filme é do realizador Marc Webb, e conta com Andrew Garfield no papel de Peter Parker e Emma Stone no papel de Gwen Stacy (pois, quem?, perguntam vocês). Na verdade ela não é uma personagem criada para o filme, mas convenhamos, é uma troca estranha (nos livros está associada ao Green Goblin, que a mata).

Claro que estes filmes com muitos efeitos têm sempre alguns problemas de continuidade, eu própria detetei um ou outro, mas nada de muito drástico.

Aqui temos um Homem-Aranha menos acidental, um Peter Parker mais estudante de escola secundária e menos jornalista, no entanto o filme recupera algumas coisas que tinham sido perdidas da banda-desenhada, como o facto do Peter Parker não ganhar a capacidade de lançar teias, mas ele próprio inventar um dispositivo que o permita.

Enfim, bom filme. O vilão não é o meu favorito da lista de inimigos do Homem-Aranha, mas até compensou ver todo o lado cómico que montaram à sua volta. Ah, e não esquecer a magnífica aparição de Stan Lee, um dos criadores Homem-Aranha, mas também dos Fantastic Four, Hulk, Iron Man, Thor, X-Men e Daredevil. A cena mais cómica que já vi no cinema, pelo menos a que me fez rir com mais gosto de sempre (a serio, lágrimas escorreram pela minha cara).

E pronto, uma vez que o uncle Ben não nos brindou com uma frase sábia para a vida, fica uma muito boa da Aunt May (que já agora, foi interpretada pela Sally Field):

Secrets have a cost, they're not for free. Not now, not ever.

O filme está com 7,6/10 no IMDb, e, como sempre, fica o trailer:



Ah, é verdade, que saudades de Nova Iorque...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Miúdos cheios de pinta

O meu primo e mais dois colegas decidiram responder a um desafio dos Teen Choice Awards 2012: criar um vídeo para a música Call me Maybe, de Carly Rae Jepsen. Das submissões (que serão, muito provavelmente, MUITAS) serão escolhidas algumas para passar durante a atuação de Carly na gala dos prémios, que decorrerá no próximo dia 22.

E pronto, os miúdos, cheios de pinta, fizeram isto:



Vale a pena espreitar!

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Complexo Turístico da Serra da Atalhada

Uma pessoa visita o RAF Park e fica totalmente desacreditada na capacidade do português desenvolver projetos de sucesso. Mas depois chega ao Complexo Turístico da Serra da Atalhada e vê que mesmo cá se pode fazer (e faz) muita coisa.

Começando pelo início. Este complexo de turismo rural situa-se na freguesia de Friúmes, concelho de Penacova, e surgiu «pela mão do Centro de Convívio do Zagalho e Vale do Conde, com apoio do Município de Penacova, e do IPJ, (através do programa PAAJ e dos campos de trabalho nacionais)» e que, desde dezembro de 2006, está «a ser gerido, pelo Grupo de Solidariedade Social, Desportivo, Cultural e Recreativo de Miro.»

O conceito não podia ser mais encantador. Um conjunto de 23 moinhos degradados e abandonados no cimo de uma montanha que, uma vez recuperados, se transformaram então no complexo de turismo rural. Deste complexo fazem parte ainda um bar, um restaurante e um posto de turismo da Freguesia de Friúmes, bem como um parque de merendas e uma vista deslumbrante.

Os moinhos são então o ponto principal deste complexo. Para além dos que são propriedade privada, neste momento existem 4 para alugar. O piso de baixo tem uma casa-de-banho, uma "cozinha" (com um micro-ondas, mini-bar, máquina de café e lava-loiça) e uma mesa de refeição para dois. O andar de cima é o quarto, com uma cama, armário e televisão (um dos miúdos dispõe de acomodação para duas crianças). Como diz o próprio site, é um espaço que convida ao romantismo e a uma relação próxima com a natureza. Passeios pela serra e pelas populações vizinhas e, claro, um céu estralado a que os moradores das cidades não têm acesso todos os dias. O pequeno-almoço é deixado todas as manhãs na porta do moinho (não se esqueçam de não o deixar ao sol até à hora do almoço).

Fonte          Fonte
Fonte          Fonte

Como a minha passagem por este complexo foi muito curta não deu para viver todas estas experiências, mas é sem dúvida um espaço que recomendo. É um espaço bem pensado e com muito potencial de desenvolvimento. Por um lado mais moinhos esperam intervenção e por outro muito pode ainda ser feito em termos de arranjos exteriores e até de pequenos pormenores dentro dos moinhos. É um bom exemplo de intervenção camarária na potenciação do turismo local, que poderá crescer ainda mais (acredito) com uma maior divulgação.

Infelizmente não tinha máquina fotográfica e a bateria do telemóvel estava a morrer, mas ainda deu para registar o momento:




Para mais informações, ficam os contactos:
http://serradatalhada.com.sapo.pt/
http://serradatalhada.no.sapo.pt
serradatalhada@sapo.pt
Telefone: 239476182 / 969059240

domingo, 15 de julho de 2012

Mais sobre o RAF Park

Quando o meu namorado me disse que havia um novo parque temático em Portugal não consegui controlar a excitação da novidade. Instantaneamente comecei a fazer planos. Procurei o site, que muito me impressionou, e menos de duas semanas depois lá íamos a caminho do dito.

Enfim, todo o relato da total desilusão que tivemos podem ver aqui.

Mas para mim, o pior não foi ter acordado às 7h da manhã de sábado para visitar o parque, nem ter feito mais de 330km para lá chegar. Nem sequer o choque de ter visto a maioria dos divertimentos desligados (porque tinha havido um problema com a corrente elétrica) ou por construir.

Não! O pior foi ninguém na bilheteira nos ter dito que ainda não estava tudo pronto ou que não havia luz. Foi, perante o nosso mais que justo desagrado, outra funcionária nos ter dito que, por não estar tudo a funcionar, no fim nos iam dar um bilhete gratuito para voltarmos, e que não via mal nenhum em não se ter disso antes de nos venderem o bilhete. Foi terem-nos dito que não percebiam a nossa indignação, que achavam que devíamos ficar (a fazer o quê?!?!) e que não viam razão para disponibilizar no site informação sobre o real estado do parque.

Tenho mesmo pena de não termos tirado uma única fotografia daquilo que vimos. Porque só assim poderiam comprovar que as fotografias que estão disponíveis no site deles são de facto muito apelativas, mas são de outro parque qualquer.

O pior não é aquilo ser um espaço pequeno, é ser um embuste face à informação que divulgam. Acharem que somos todos totós é que revolta!

Enfim, agradeço ao RAF Parque por ser péssimo, e por me ter proporcionado um belo dia de passeio no Porto, do qual obviamente destaco isto:

Francesinhas vegetarianas no Shopping Cidade do Porto.
Deliciosas!