domingo, 21 de setembro de 2014

Há um ano foi assim

Só por graça, aqui fica um "antes e depois".

Mesmos sapatos, mesma bandolete, mesma cor de vestido. Mesma tendência para escolher hotéis para celebrar momentos.
Duas terras diferentes. A que será sempre minha e a que é minha agora.
Dois dias felizes e preenchidos. Dois dias para mais tarde recordar.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

5 coisas que tens que fazer em Bruxelas

Diz quem sabe (pronto, foi uma empregada do Hard Rock... pronto, só viajo para cidades onde possa enfardar os maravilhosos burgers vegetarianos do Hard Rock... deixem-me!) que há 5 coisas que não podes deixar de fazer em Bruxelas. São aquelas 5 coisas que vão fazer com que conheças o melhor que aquela cidade tem para oferecer.

Esta lista não inclui os sítios a visitar, mas é até uma boa ideia para um post seguinte, os 5 sítios a visitar em Bruxelas. Ora então, segue a lista:


1. Comer gaufres


São ótimos e estão por todo o lado. Não é nada difícil encontrar uma banquinha, uma casa ou uma qualquer patisserie que os tenha. Lá estão eles, de Bruxelas ou de Liège (que para mim são os melhores), simples, com açúcar, com chocolate, com chantilli ou com diferentes caldas. Ou então mais elaborados, com frutas, gelados, ou com speculoos (que nasceu bolacha mas que por lá é mais conhecido em forma de pasta de barrar).
O meu querido marido, expert na matéria, diz que os melhores de todos são os da Belgaufra (apesar de, ao que parece, haver agora muito menos lojas desta cadeia em Bruxelas). Mas não se acanhem, provem um de cada, um em cada sítio e decidam por vocês mesmos.



2. Comer batatas fritas


Belgium fries, e não as tradicionais french fries que comemos em todo lado. Mais grossas e por isso mais cremosas no interior, sempre acompanhadas por um molho à escolha. Como os gaufres, estão por todo lado (o raio da cidade cheira a comida que se farta). Vendem-se em cones, de papel ou cartão, como se fossem cones de castanhas assadas, o que facilita o transporte e torna as batatas fritas num snack perfeito para quem anda de um lado para o outro a visitar. Tem a parte chata de ter calorias que nunca mais acabam, gordura que nunca mais acaba mas, hei, toda a gente sabe que as calorias de férias não pegam.



3. Beber cerveja belga


As cervejas belgas são famosas e são muitos os que as procuram. Desta vez tive que saltar este ponto, infelizmente o meu fraco estômago relaciona-se muito mal com a cerveja e por isso teve que ficar para outra vez. Da primeira vez que lá estive lembro-me de ter provado algumas e de ter gostado, mas não me lembro de grande coisa mais.
Há várias lojas só de cervejas pela cidade, e claro, podem ser também consumidas em todos os restaurantes, cafés e afins.

FONTE: Pesquisa Google


4. Comer chocolates belgas


Não só comer mas passear pelas ruas com sacos das lojas de chocolates é uma cena típica de turistas em Bruxelas. Tal como todos os pontos anteriores, não se preocupem, eles estão por todo o lado. Em lojas só de chocolates, nas lojas de souveniers, como oferta com os cafés. Se pensam que conseguem passear por Bruxelas sem se sentirem tentados, esperem só até passarem por uma fonte de chocolate.



5. Comer mexilhões


Perguntem-me porquê. Não faço ideia! Mas porta sim, porta sim, vendem-se pratos com mexilhões. E porta sim, porta sim, há locais e turistas a comer mexilhões. Se aconselho? Não, que eu não aconselho ninguém a comer animais. Mas se faz parte da vossa dieta habitual, quem sou eu para dizer para não experimentarem? Só não sei se são bons, se são iguais ou diferentes do que se cozinha por cá. Mas que até há um festival disso em Bruxelas, lá isso há.

FONTE: Pesquisa Google


Se foram a Bruxelas e fizerem estas cinco coisas - parabéns - ficam classificados como verdadeiros turistas daquela cidade com nota máxima! A mim, este ano, coube-me apenas uma honrosa nota 3. Já não é mau, certo? Pelo menos deu para passar...

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Medo!!!

Muitas coisas aconteceram domingo passado no dia das eleições para o Parlamento Europeu, mas sinceramente o que mais me chamou à atenção e o que mais me preocupa é a escalada dos partidos de extrema-direita pela Europa (com os números assustadoras de França a encabeçar esse aumento de representantes nazis no parlamento).

Na sequência desses resultados, o Sapo tinha uma pergunta sobre esse assunto, e os resultados não são menos preocupantes.


Preocupa-me que 16% dos que responderam (2174 portugueses) achem que possa haver um lado positivo nisto, que 27% (3587) achem "natural" e até que 8% (1026) não tenha opinião. Preocupa-me que o discurso nazi, à semelhança do que aconteceu no pré-guerra, pegue "naturalmente", que comece a ser "natural" aceitar os discursos numa primeira fase nacionalistas, depois racistas, xenófobos, de ódio.

Preocupa-me que se deixe repetir erros do passado. Preocupa-me que hoje em dia se diga que não é a mesma coisa e que volte a ser a mesma coisa. Preocupa-me que se viva descansado à sombra de um suposto avanço civilizacional, e que em meia dúzia de anos se volte a viver catalogado ou escondido em porões.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Abril, sempre!

Hoje é um dia muito especial! É dia de comemorarmos a revolução e as suas conquistas. Lembrar os que lutaram e resistiram, e honrar a sua dedicação com a nossa própria luta. Hoje é (mais um) dia de lutar pelas nossas vidas, pelos nossos direitos, contra as injustiças.

Hoje é para mim um dia muito diferente do que têm sido os últimos 8 anos, não sei se melhor ou pior, mas não mais triste nem mais alegre. Diferente! E é por isso que aqui vou a caminho do ginásio, de camisola vermelha e cravo no coração, iniciar um dia que será longo, mas de grande emoção. Com família, amigos, camaradas de luta. Cada um à sua forma a procurar melhorar a sua vida e a dos que o rodeiam.

(Que caos de conversa...)

Viva o 25 de abril!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Dos campeões


Confesso-me um bocadinho farta da conversa do "para manifestações contra o Governo não vão eles", ou "não se compreende o exagero destas comemorações", ou boquinhas similares.

O Benfica ganhou ontem o campeonato e por isso todos os benfiquistas têm direito a manifestarem-se por isso. Fazemo-lo em grande? Fazemos, como manda o nosso coração! Gostamos mais do Benfica que das nossas mães? Gostamos, e o que é que têm a ver com isso? (Não te ofendas mãe, é em sentido figurado.) Queremos comemorar algo que nos dá uma alegria extrema mesmo havendo problemas sociais, económicos e políticos no nosso país? Queremos e podemos fazê-lo! Porque uma coisa não tem nada a ver com a outra, porque gostarmos de futebol/de um clube/do que seja não nos impede de ter consciência social. E porque os paladinos da intervenção só conseguem com essa conversa afastar as pessoas que, naturalmente, vibram com temas que lhes interessa.

Dores de cotovelo já nem comento... Gosto de pessoas que vibram com as coisas de que gostam, mas tenho pouca paciência para pessoas sem poder de encaixe. Por isso, a todos os que hoje se lembraram que por qualquer motivo são melhores que os Benfiquistas que desde ontem comemoram o título de campeão nacional, o que lhes digo é "por mim tudo bem". Pensem o que quiserem, o que vos deixe mais feliz ou menos frustados. Nós cá continuaremos felizes e a comemorar.

A mim vão me continuar a ver de sorriso na cara pelos próximos dias. Mesmo quando na sexta-feira desfilar na Avenida da Liberdade a recordar os ideais de abril contra as atuais políticas do Governo. Mesmo se na quinta-feira o Benfica perder com a Juventus. Mesmo se continuarem com as vossas conversas frustadas.

Seremos grandes sempre, teremos sempre orgulho de ser do Benfica. Mesmo que vos faça muito felizes acreditar que são as vossas tentativas de descredibilizar aquilo de que gostamos que vai mudar isso.

VIVA O SPORT LISBOA E BENFICA!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Carta Aberta a um MENTECAPTO

DISCLAIMER: Recebi este texto por e-mail, não verifiquei a sua veracidade ou integralidade.

Carta aberta de Carlos Paz dirigida a João César das Neves na sequência das declarações por este proferidas durante uma entrevista ao DN/TSF.
Carlos Paz foi partner da Accenture, presidente executivo da Groundforce e é professor do Instituto Superior de Gestão.

«Meu Caro João,
Ouvi-te brevemente nos noticiários da TSF no fim-de-semana e não acreditei no que estava a ouvir.
Confesso que pensei que fossem “excertos”, fora de contexto, de alguém a tentar destruir o (pouco) prestígio de Economista (que ainda te resta).
Mas depois tive a enorme surpresa: fui ler, no Diário de Notícias a tua entrevista (oudeverei dizer: o arrazoado de DISPARATES que resolveste vomitar para os microfones de quem teve a suprema paciência de te ouvir). E, afinal, disseste mesmo aquilo que disseste, CONVICTO e em contexto.
Tu não fazes a menor ideia do que é a vida fora da redoma protegida em que vives:
– Não sabes o que é ser pobre;
– Não sabes o que é ter fome;
– Não sabes o que é ter a certeza de não ter um futuro.
Pior que isso, João, não sabes, NEM QUERES SABER!
Limitas-te a vomitar ódio sobre TODOS aqueles que não pertencem ao teu meio. Sobes aquele teu tom de voz nasalado (aqui para nós que ninguém nos ouve: um bocado amaricado) para despejares a tua IGNORÂNCIA arvorada em ciência.
Que de Economia NADA sabes, isso já tinha sido provado ao longo dos MUITOS anos em que foste assessor do teu amigo Aníbal e o ajudaste a tomar as BRILHANTES decisões de DESTRUÍR o Aparelho Produtivo Nacional (Indústria, Agricultura e Pescas).
És tu (com ele) um dos PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS de sermos um País SEM FUTURO.
De Economia NADA sabes e, pelos vistos, da VIDA REAL, sabes ainda MENOS!
João, disseste coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “A MAIOR PARTE dos Pensionistas estão a fingir que são Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mais de 85% das Pensões pagas em Portugal são INFERIORES a 500 Euros por mês (bem sei que que algumas delas são cumulativas – pessoas que recebem mais que uma “pensão” – , mas também sei que, mesmo assim, 65% dos Pensionistas recebe MENOS de 500 Euros por mês).
Pior, João, TU TAMBÉM sabes. E, mesmo assim, tens a LATA de dizer que a MAIORIA está a FINGIR que é Pobre?
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste mais coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Subir o salário mínimo é ESTRAGAR a vida aos Pobres!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Na tua opinião, “obrigar os empregadores a pagar um salário maior” (as palavras são exactamente as tuas) estraga a vida aos desempregados não qualificados. O teu raciocínio: se o empregador tiver de pagar 500 euros por mês em vez de 485, prefere contratar um Licenciado (quiçá um Mestre ou um Doutor) do que um iletrado. Isto é um ABSURDO tão grande que nem é possível comentar!
Estarás tu bom da cabeça, João?
João, disseste outras coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Ainda não se pediram sacrifícios aos Portugueses!”
Estarás tu bom da cabeça, João?
Ainda não se pediram sacrifícios?!?
Em que País vives tu, João?
Um milhão de desempregados;
Mais de 10 mil a partirem TODOS os meses para o Estrangeiro;
Empresas a falirem TODOS os dias;
Casas entregues aos Bancos TODOS os dias;
Famílias a racionarem a comida, os cuidados de saúde, as despesas escolares e, mesmo assim, a ACUMULAREM dívidas a TODA a espécie de Fornecedores.
Em que País vives tu, João?
Estarás tu bom da cabeça, João?
Mas, João, a meio da famosa entrevista, deixaste cair a máscara: “Vamos ter de REDUZIR Salários!”
Pronto! Assim dá para perceber. Foi só para isso que lá foste despejar os DISPARATES todos que despejaste.
Tinhas de TRANSMITIR O RECADO daqueles que TE PAGAM: “há que reduzir os salários!”.
Afinal estás bom da cabeça, João.
Disseste TUDO aquilo perfeitamente pensado. Cumpriste aquilo para que te pagam os teus amigos da Opus Dei (a que pertences), dos Bancos (que assessoras), das Grandes Corporações (que te pagam Consultorias).
Foste lá para transmitir o recado: “há que reduzir salários!”.
Assim já se percebe a figura de mentecapto a que te prestaste.
E, assim, já mereces uma resposta:
– Vai à MERDA, João!»


Ou, por outro lado, se quiserem ouvir uma igualmente boa resposta do provavelmente mais interventivo humorista nacional:

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Estou à procura de uma família


Olá,

Sou uma gatinha (na verdade ACHO que sou uma gatinha) muito simpática e querida. O que eu queria mesmo era arranjar uma família que tome conta de mim e a quem eu possa dar beijinhos e turrinhas.

Há umas semanas que vivo na Praceta João Villaret, na Ramada. Ando muito carente de afeto, mas felizmente os vizinhos têm me mantido alimentada.

Sou tão fofinha que só posso ter sido abandonada. De certeza que já tive um lar cheio de mimos, mas por alguma razão ando na rua e por isso sinto-me muito triste. Quando vejo gente na rua que me trata bem, começo logo a dar turrinhas e beijinhos, e gosto muito de dar a minha barriga para que me façam festinhas.

Sou toda creme, tenho a cauda escura e dou um certo ar de siamesa, apesar de quem me tirou estas fotografias perceber pouco de raças.

Neste momento, para além de muito mimo, precisava mesmo era de um banho e naturalmente de uma visita ao médico, para ver se está tudo bem comigo.

Ajudem-me a encontrar uma família. Se puderes ficar comigo prometo dar-te todo o meu amor.
Se não puderes, por favor espalha esta mensagem até que alguém o possa fazer.

Ficarei agradecida para sempre!







sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Uma Constituição madrasta e madraça

por Ricardo Araújo Pereira, Crónica publicada na VISÃO 1070, de 5 de setembro

Talvez seja abusivo dizer que o programa de Governo fez muito pelos desempregados. É mais correcto dizer que fez muitos desempregados


Aconteceu esta semana, na praia, mesmo à minha frente. Um desempregado estava a nadar e foi apanhado por uma onda. Começou a gritar por auxílio mas nenhum dos outros banhistas o acudiu, fosse por medo ou por desejo de contribuir para a diminuição dos números do desemprego (era o meu caso, pois sou ao mesmo tempo corajoso e patriota). Foi então que o artigo 227 da Constituição da República Portuguesa se lançou ao mar. Parecia um polvo, a nadar vigorosamente com as 22 alíneas do seu ponto número 1. Puxou o homem para a margem e reanimou-o - para surpresa de todos, não só porque nunca tínhamos visto a Constituição fazer fosse o que fosse pelos desempregados, mas também porque não esperávamos que a iniciativa partisse do artigo consagrado aos poderes das regiões autónomas.

O leitor mais perspicaz já estará desconfiado de que o que acabo de relatar talvez seja ligeiramente fantasioso. Tem razão. Havia um desempregado a afogar-se, de facto, mas não foi a Constituição que o salvou, como é evidente. Foi o programa do Governo, o que, aliás, não surpreende. O programa do Governo fez mais pelos desempregados em dois anos do que a Constituição em 37. Ou talvez seja abusivo dizer que o programa de Governo fez muito pelos desempregados. É mais correcto dizer que fez muitos desempregados. Mas é quase a mesma coisa.

O fundamental é reconhecer que Passos Coelho tem razão: a Constituição nunca fez nada pelos desempregados. São 296 artigos e mais um preâmbulo de pura preguiça. É uma Constituição que não cria, não inova, não pratica o empreendedorismo. Não faz sequer pequenos biscates, nem tarefas domésticas. A Constituição nunca me lavou a loiça, nem me fez a cama. Embora, diga-se, pareça muito empenhada em fazer a cama ao primeiro-ministro.

Eu não sou constitucionalista, mas admito que Passos Coelho saiba do que fala. A Constituição foi aprovada com os votos favoráveis do PSD. Jorge Miranda, considerado o pai da Constituição (e, sem desprimor para Bacelar Gouveia, também o único constitucionalista português que parece ter sido desenhado pelo autor dos Simpsons), era deputado à constituinte pelo PSD. E todas as revisões constitucionais foram aprovadas com os votos favoráveis do PSD. Na qualidade de presidente do PSD, é natural que Passos Coelho conheça bem o tipo de texto que o seu partido concebe e aprova para melhorar a vida dos desempregados.

FONTE

segunda-feira, 8 de julho de 2013

A dança das cadeiras

Portanto, sai o Gaspar:

Depois entra a ministra nova e, amuadinho, sai o Portas:

E depois, quando todos já comemorávamos, o Portas entra outra vez:

Enfim, como diz a música,
E é isto que se passa
No país onde eu moro
Parece história de novela
Não se eu rio ou se choro
Hoje a porta da saída
Amanhã serve de entrada
Isto é um entra e sai
Parece a casa do Big Bráda!

Isto se não fosse muito sério, até era bem cómico (vénias ao Vasco Palmeirim).