domingo, 10 de fevereiro de 2013

A chata

Já conhecem este novo projeto, os Ultraleve, com o Nuno Figueiredo dos Virgem Suta e o Bruno Vasconcelos dos Pinto Ferreira?

Eu cá gosto muito desta música, mas ainda não me decidi quanto à letra. Chatas? Nós? Não percebo...



A chata - Ultraleve

Dizes que não gostas de mentiras
Que estás farta de conversas
Que és bem diferente das outras
Que me andam a rondar

Dizes que és de outra colheita
Duma casta apurada
Que teu sangue em pouco ferve
Basta-me para ti olhar

Teimas que sou como os outros
Que não se aproveita um só
De tão previsíveis serem
Homens até te dão dó

Dizes que não te mereço
Mas não arredas teu pé
Ainda agora aqui cheguei
E olha, voltava pró café

Não me venhas com conversas
Outra vez a mesma fita
Não aguento a desdita
És uma chata
Basta tanta conversa barata
Não vale nem a beata
Deste cigarro que fumo
És uma chata

Dizes que não gostas de ilusões
Teus sonhos eram outros
Que estas farta dos serões
A navegar na Internet

Desejas um novo rumo
Já baixaste o salva-vidas
E à força queres-me ao leme
No teu mar de frustrações

Mas se eu sou igual aos outros
O que esperas tu de mim?
Antes só que em companhia
De quem se diz tão ruim

Sou má peça eu bem sei
E nunca te escondi
Mas também nunca te dei
Menos do que prometi

Não me venhas com conversas
Outra vez a mesma fita
Não aguento a desdita
És uma chata
Basta tanta conversa barata
Não vale nem a beata
Deste cigarro que fumo
És uma chata

És uma chata

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Semana em marmitas [1]

Cada vez há mais pessoas a recorrer às marmitas para o almoço, seja para poupar ou por falta de alternativa. Todos os sábados a partir de agora venho mostrar aqui as minhas escolhas de almoço da semana e para que, quem sabe, possam servir de inspiração para quem precise de preparar refeições vegetarianas, ou para aqueles que queiram simplesmente variar.

Aqui ficam então as fotos da semana:

1. Feijoada de soja com arroz
2. Legumes cozidos com tortilha de batata
3. Douradinhos de legumes com arroz de cogumelos e espinafres salteados
4. Medalhões de espinafres e queijo com feijão verde

Excecionalmente, esta semana não houve almoço na sexta. A garrafa de água, como verão, vai sempre à segunda e volta sempre à sexta, para lavar. Para a semana há mais!

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Porquê ao contrário?

Queria escrever uma coisa muito inteligente, mas o cansaço já não me permite. Então fica apenas uma reflexão.

Porque raio é que as pessoas põem os seus tapetes da entrada virados para dentro? Ou seja, porque é que quando chegamos às suas portas a mensagem de boas vindas está virada para quem sai de casa e não para quem vai a entrar?

E já agora, porque é que há três anos luto contra as empresas de limpeza que duas vezes por semana me viram o tapete ao contrário? A sério! É que já são duas empresas diferentes e não há ninguém que perceba que o tapete está sempre diferente de como o deixam?

E é isso!


Facada na democracia em Odivelas

O post de hoje já vem fora de horas, e escrevo-o agora, mesmo sendo 0h34 e tendo eu que me levantar às 5h45. Escrevo-o, porque é com grande mágoa e até vergonha que digo que hoje a democracia morreu mais um bocadinho em Odivelas.

Mas comecemos do princípio.

Realizou-se hoje a sessão da assembleia municipal de Odivelas em que PS e PSD votaram a favor a privatização da água e da recolha do lixo no concelho. Era de esperar que esse fosse o sentido de voto, já que essas foram as suas votações na sessão da Câmara Municipal de Odivelas.
Também se sabia que havia muita pressa para que o ponto ficasse decido hoje. É preciso pôr em marcha o tal concurso internacional, de contornos não totalmente definidos, que adivinha, pelo menos, que os grande beneficiários não serão os munícipes de Odivelas, mas talvez os acionistas de alguma empresa, quiçá até já selecionada.

E podia-se aqui discutir o desastre que é privatizar um bem público, ou o facto de 14 anos de PS não terem resolvido a questão da partilha dos serviços. PS, diga-se, que está na Câmara de Odivelas, na Câmara de Loures e nos Serviços Municipalizados. Ou dos mais de 400 trabalhadores dos SMAS afetos ao nosso concelho que acabarão, inevitavelmente e de forma leviana, sem trabalho.

Mas o que me chocou foi a falta de respeito pelo órgão e pela democracia que ali aconteceu. Do início ao fim, verificaram-se uma série de atropelos ao regimento e possivelmente à lei administrativa. E o que respondia o presidente da assembleia quando confrontado com isso? Algo do género "pois, esta foi a minha decisão, se quiserem recorram nos tribunais".

Quando os deputados municipais da CDU quiseram expressar a sua declaração de voto sobre a privatização da água, PS e PSD apresentaram um requerimento para que se passasse ao ponto seguinte e que as declarações não fossem lidas. Pois é! O direito que aqueles deputados têm em dizerem claramente que votaram contra e porquê ia-lhes ser simplesmente negado porque havia pressa em acabar a assembleia.

Pois que fique aqui bem dito: A CDU ESTÁ CONTRA E VOTOU CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA ÁGUA EM ODIVELAS!!!

Quando se iniciou a discussão sobre a denúncia do acordo com os SMAS para a recolha do lixo... pasmem-se... não houve discussão nenhuma. Porquê? Porque PS e PSD apresentaram um requerimento para que se passasse imediatamente à votação sem qualquer discussão. A privatização de um serviço público, para aquelas duas bancadas, é um assunto tão menor que nem merece discussão. Discussão para quê? É que discussão para eles não é ouvir as opiniões da oposição. Não! Discussão para eles é uma chatice, uma perda de tempo, uma formalidade. A democracia é chata e dá muito trabalho e hoje PS e PSD não estiveram para ter trabalho.

Perante a saída dos deputados da CDU e do BE da sala, por não concordarem com este atropelo à democracia, votou-se o ponto sem discussão. E concluiu-se a reunião com a aprovação de uma ata em minuta que não foi lida (e que talvez nem existisse). Sim, os deputados que nos vão aumentar a fatura da água em até mais 22% votaram de cruz, de olhos fechados, e assim concluíram a assembleia e lá levaram a água ao seu moinho.

Uma palavra para os trabalhadores dos serviços municipalizados, que apesarem de terem, ao longo de todas estas sessões, sido tratados de forma jocosa e até provocatória, deram uma lição de democracia e de participação cívica.

Sim, hoje venho para casa envergonhada com o poder político em Odivelas, mas ao mesmo tempo muito satisfeita por perceber que estou do lado certo da barricada.

Uma nota. Parecem chavões, mas não são. Registem as minhas palavras: A LUTA CONTINUA e O POVO UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Zero Dark Thirty



Mais uma coisa que não tenho feito é escrever sobre os filmes que vejo. Fica já aqui a minha opinião sobre o último, mas pretendo recuperar alguns dos que vi antes.

0:30 A hora negra é mais uma pérola da Kathryn Bigelow. A senhora tem de facto uma sensibilidade especial para fazer filmes que tipicamente não seriam feitos por mulheres (o que já lhe valeu um Oscar).

O filme retrata a história verídica da captura de Osama Bin Laden (OBL para os amigos), vista através dos olhos da mulher que o conseguiu depois de anos de trabalho, pesquisa, e também muitas lutas internas para se fazer ouvir.

Relata também (de forma suavizada, não tenho dúvida nenhuma disso), os apertões dados em interrogatórios enquanto se ouve o presidente dos EUA a dizer que nenhum detido por americanos é maltratado. Passa um bocadinho a ideia de que os fins justificam os meios, e quem está no terreno é que sabe o que é preciso, mas aí entra a nossa consciência de espectadores para distinguir isso.

A personagem principal é então Maya, interpretada de forma brilhante pela jovem atriz Jessica Chastain. Ar de inocente e transtornada q.b., em bom mix com determinação desaustinada e uma mente brilhante.

O filme não tem efeitos espetaculares e é composto por um desfile de planos quase em jeito de documentário, que lhe dá um ar credível de quem está mesmo a ver o que aconteceu. Penso que é nesse ponto que se reflete a grande mestria da realizadora.

Por aqui fica a recomendação deste filme, que está no IMDb com uma pontuação de 7,7/10. E claro, fica também o trailer.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Better together

Para ouvir a dois à lareira, de capuccino ou chá na mão, nas noites frias de fim-de-semana. Fofinho!



Better together - Jack Johnson

There's no combination of words I could put on a back of a postcard
No song that I could sing, but I can try for your heart
Our dreams, and they are made out of real things, like a shoebox of photographs with sepia-toned lovin
Love is the answer for at least for most of the questions of my heart
Like, Why are we here? And where do we go? And how come it's so hard?
It's not always easy and sometimes life can be deceiving
I'll tell you one thing, it's always better when we're together

Mmm, it's always better when we're together
Yeh, we'll look at the stars when we're together
Well it's always better when we're together
Yeh, it's always better when we're together

And all of these moments just might find their way into my dreams tonight
But I know that they'll be gone when the morning light sings
Or brings new things for tomorrow night You see that they'll be gone too,
Too many things I have to do
But if all of these dreams might find their way into my day to day scene
I'd be under the impression, I was somewhere in between
With only two, just me and you, not so many things we got to do
Or places we got to be, we'll sit beneath the mango tree now

Yeh, it's always better when we're together
Mmm, we're somewhere in between together
Well, it's always better when we're together
Yeh, it's always better when we're together

Mmm, mmm, mmm, mmm, mmm, mmm, mmm, mmm, mmm, mmm, mmm, mmm

Mmm, mmm

I believe in memories
They look so, so pretty when I sleep
And when I wake up you look so pretty sleeping next to me
But there is not enough time
And there is no, no song I could sing
And there is no combination of words I could say
But I will still tell you one thing
We're better together


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A notícia mais bombástica

A maior parte das pessoas que lê este blog já saberá, mas uma vez que este espaço tem sido um diário de aventuras, não poderia deixar de registar, quem sabe, a maior delas todas até agora.

Pois é, ao contrário do que todos esperavam, ao contrário do que eu própria imaginava, Aninhas is getting married. Isso mesmo, vou-me casar!

Podia encher aqui linhas e linhas com os pormenores do meu pedido de casamento, as horas antes, os segundos depois, os dias que se seguiram, mas não o vou fazer. Foi um momento lindo, mágico, mas também muito pessoal.

Por isso, da história que marca uma nova página da minha vida, ficam a saber que o rapaz se esmerou, que me preparou uma surpresa muito especial, e que estou muito feliz. E que meteu praia e fogo-de-artifício.

E agora, às 5687687536 coisas que faço ao mesmo tempo normalmente, acrescentei também “preparativos para o casamento”. Sobre isso, é possível que venha a escrever ainda mais qualquer coisa.

Agora aqui a noiva vai ver mais imagens de arranjos de flores e centros de mesa, que é de resto a minha principal ocupação diária na fase pré-dormir.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

De volta ao ginásio

Foi em Março do ano passado (sim, há quase 1 ANO) que deixei de treinar regularmente em ginásios. A mensalidade começou a pesar no orçamento mais do que devia, e no meio de tanta coisa lá foi riscada da lista de despesas fixas. Não foi uma ideia lá muita esperta. A verdade é que gosto muito de treinar. Descansa-me o cérebro e a alma. Foi, no entanto, um corte de despesas rápido e efetivo.

Parar de treinar é sempre muito complicado. No início o corpo sente muito a falta do exercício. Fico rabugenta e hiperativa, mas claro que nos habituamos a tudo, dure mais ou menos tempo. Quando saí do ginásio, ainda consegui treinar sozinha por algum tempo. Fiz algumas corridas perto de casa, ao fim do dia ou nas manhãs de fim-de-semana, e ainda consegui impôr de forma pouco consistente um regime de treino. Só que treinar sozinha é muito chato e nada motivante. Chegamos a casa e há tanta coisa para fazer que o treino lá vai ficando para o dia seguinte, até que se para definitivamente.

Foi o que aconteceu.

Por outro lado, ter horários perfeitamente desregulados implica ter que treinar num sítio em que o possa fazer a qualquer hora, incluindo fins-de-semana (e por isso não voltar a treinar onde gosto mesmo de o fazer). Felizmente esta semana consegui conciliar isso tudo com uma promoção espetacular, e eis-me aqui, de novo inscrita num ginásio.

Quase um ano depois de parar de treinar, é com grande alegria (e até orgulho) que posso dizer que não engordei um único quilo neste período. Consegui, regulando a alimentação, manter o meu peso. Claro que a minha massa muscular se perdeu um pouco, mas a verdade é que nunca tinha conseguido estar tanto tempo sem treinar sem ganhar 10 quilos para abrir a pestana. É por isso que este regresso aos treinos tem um sabor especial extra: não estou a treinar para emagrecer! Claro que busco alguma tonificação que de momento não tenho, mas a ideia desta vez é mesmo treinar porque gosto.

Aquilo que anseio mais é fazer hidroginástica (uma ou duas vezes por semana) e conciliar com treino de cardio e fitness (de volta ao Power Jump, YAY!) com alguma musculação (músculo do adeus, prepara-te para enrijecer!). A partir desta semana, deixo de ser uma atleta aposentada!


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

I was in Miami, bitch!

No ano passado (é a isto que eu chamo um post atrasado), quase no final do ano, tive a oportunidade de ir de férias para Miami. Foram as merecidas férias de verão que não tive e as férias de passagem-de-ano e aniversário que tanto gosto. Uma vez que já passou mais de um mês, não vou fazer um relato exaustivo de férias - vou apenas deixar algumas pequenas notas sobre os dias que estive lá.

Miami e Miami Beach

Miami é a segunda cidade mais populosa do estado da Flórida, nos Estados Unidos da América. Sim, é essa mesmo, a cidade do CSI e não, eu não vi o Horatio por lá. Como dizia, a "área metropolitana" de Miami tem cerca de 5 milhões de habitantes, sendo que desses 1 milhão são cubanos (informações do senhor guia, não confirmei).
Miami é, à boa maneira americana, uma cidade de extremos: arranha-céus altíssimos ao lado de praias de um azul maravilhoso, carros topos de gama na estrada e mendigos nos passeios.

Miami Beach (pensava eu que era tudo a mesma coisa, mas não), é uma cidade a uma ponte de Miami. Na verdade, é uma língua de terra, praia de norte a sul, ainda mais turística e descontraída que a própria Miami. É conhecida pelas praias (ninguém diria pelo nome, certo) e pelo seu bairro de art déco.

Como não me apetece estar a transcrever a wikipédia para o blog só porque sim, deixo algumas fotos das coisas que mais gostei na viagem (aviso desde já que estão muito fraquinhas).

As praias de Miami Beach são de um azul fenomenal.
E água na temperatura perfeita - refrescante sem ser gelada.

E depois tem esta coisa fantástica
de ter arranha-céus mesmo ao lado.

Praia em South Beach - podemos voltar amanhã?

Ocean Drive. É avenida junto à praia em South Beach.
Excelente opção para a passagem de ano.

Downtown Miami - passeio obrigatório.
E o metro de superfície é grátis!

Bayside. A baía de Downtown.
Vale pela vista, pela comida, pelas compras e pela música.

Little Havana - bairro onde se concentra
grande parte da comunidade cubana.
Diz quem já esteva na original que tem
pouco a ver, mas vale muito a pena a visita.

E só para fazer um bocadinho de pirraça,
este era o "meu jardim as traseiras".   =)

E pronto. Vi muito mais, mas não tenho fotos disso. Entretanto num próximo dia mostro-vos fotos da Disney! Para terminar, uma das minhas fotos favoritas das férias - comi pelo menos um hamburguer com batatas fritas por dia (ou quase todos, vá).

Tanto diner bom que há naquela terra...